terça-feira, 12 de abril de 2011

SE!


A menina de sete anos entrou no consultório da UBS aos gritos. Pedi que a mãe a colocasse na cadeira enquanto eu olhava o prontuário, que informava que a criança estava com anemia.

Como existem vários tipos de anemia, e a mais comum que vejo é a ferropriva (onde a criança não é alimentada corretamente), perguntei à mãe:
_ A sua filha se alimenta bem? O que ela come?
E a mãe:
_ Ela come bem, sim! Ela come hamburger, come iogurte.

aqui

A conversa seria difícil, vi logo. Mas como a menina estava com dor de dente, resolvi intervir, com a ajuda da mãe para conter a paciente, para poder anestesiar e realizar o tratamento que tiraria a dor da pequena.

Após concluir o procedimento, sempre com a criança aos berros e pinotando, fui explicar para a mãe a importância de uma boa alimentação para a saúde integral daquela criança (Sim! Eu faço isso também no serviço publico!), mas percebia que “entrava por um lado e saia pelo outro”. Tudo bem, por hoje. Pedi à mãe que marcasse a próxima consulta para a menina continuar o tratamento.

No outro dia, ao chegar ao Posto, quem eu encontro de primeira? A mãe, muito brava:
_ Olha o que a senhora fez na boca da minha filha! – mostrou a boca da criança – Eu vou processar a senhora!
A menina apresentava o lábio mordido, devido à anestesia, o que comumente acontece em crianças, por mais que expliquemos aos pais como evitar.

Novamente expliquei para a mãe porque aquilo acontecera, e tentei receitar um remédio para passar no locar, mas ela estava irredutível e não quis conversa comigo.

Como eu não conhecia essa mãe (foi a primeira vez que atendi a criança) resolvi esperar o processo. Também resolvi esperar que ela voltasse para continuar o tratamento, o que não ocorreu. Alguns funcionários no Posto me diziam que aquela mãe era maluca, e que eu não ligasse.
A vida continuou.

Um mês depois, chego ao Posto, e novamente encontro a mesma mãe:
_ Doutorinha (assim mesmo!), a senhora poderia me indicar um amigo seu, para colocar aparelho na minha filha? (a mesma menina que sequer fez o tratamento odontológico).

E eu, com a cara mais limpa do mundo:
_ Minha senhora, se eu tivesse que indicar, seria um inimigo, e nunca um amigo!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Perdoem a retórica.

Ver o Prefeito de Manaus tratando mal uma moradora de área de risco, após um desabamento que causou três morte, é, no mínimo, triste, além de causar polêmica.
Alguns, mas não muitos, vêem apenas a pessoa irresponsável que invade uma área de risco; outros, que também não são muitos, vêem uma paraense que saiu de sua terra natal para “invadir” Manaus.
A situação de qualquer migrante, me parece, seria para melhorar sua vida, pois se lá estivesse bom, com certeza, ela não quereria estar aqui ouvindo o que ouviu de um prefeito.
Se a área é de risco, por que permitem invadir? (Perdoem a retórica).
Todos sabem o que/quem permite essas invasões.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O ATENDIMENTO PERSONALIZADO DA RENAULT (Parte 2)

Sábado, 08.01.2011: O funcionário da Renault me liga de um numero de celular, e como eu não atendo telefone quando estou trabalhando, ele mandou torpedo para os meus dois celulares, informando que meu carro já estava pronto, e que eu podia buscá-lo na Concessionária Porto Renault.

Ao chegar a Porto Renault, esperando pelo carro, perguntei ao funcionário que me ligou, Sr. Janio, se o pára-choques traseiro do meu carro também foi consertado, ao que ele respondeu que “NÃO FOI CONSERTADO POR FALTA DE TEMPO”; mas meu carro estava há DEZENOVE DIAS na Concessionária! Como não deu tempo de fazer um conserto que leva, no máximo, meio expediente?!?

Liguei pro meu irmão, que é advogado, e ele concordou que eu não retirasse o carro da Concessionária, mas saísse de lá com o mesmo carro que eu estava, ou com um outro que eles me dessem até devolverem o meu.

Ainda usando de toda a educação que meus pais me deram, avisei ao funcionário que não retiraria meu carro da Porto Renault se ele não estivesse nas perfeitas condições que estava antes de apresentar o DEFEITO DE FÁBRICA DO CILINDRO MESTRE DO FREIO.

Desta feita, o funcionário retirou-se para falar com o gerente (aquele que eu não quero nem ver). Aproximou-se o encarregado Sr. Rafael que me informou que “O ARRANHÃO NÃO ESTAVA COBERTO PELA GARANTIA”, onde eu tive que lembrá-lo que “O ARRANHÃO OCORREU QUANDO O CARRO BATEU POR FALTA DE FREIO, LOGO, CONSEQUENCIA DO DEFEITO DA FÁBRICA”, e que “TODOS DEVÍAMOS ESTAR BEM FELIZES PELO PROBLEMA NÃO SER MAIS GRAVE, POIS ESSE CARRO TRANSPORTOU MINHA MÃE NO DIA 02.12.2010, QUANDO ELA SOFREU O AVC, E NO DIA 17.12.2010, DOIS DIAS ANTES DO ACIDENTE OCORRIDO EM 19.12.2010”.

Ao terminar minha explicação para o Sr. Rafael, o funcionário volta da gerencia e me diz, em um tom que me lembrou alguns militares “O GERENTE DISSE PARA A SENHORA DEIXAR O CARRO, PORQUE ELE JÁ VENDEU ESSE CARRO QUE A SENHORA ESTÁ USANDO, E ESTÁ PRECISANDO DELE.”

Aí, tudo parou! Peraí! A peça só chegaria dia 10.01.2011 (PREVISÃO); o carro seria entregue dia 11.10.2011 (PREVISÃO). O gerente que eu não quero nem ver vende o carro que eu estou usando. Dia 28.12.2010 o mesmo funcionário me liga dizendo que “O GERENTE ESTAVA PRECISANDO DO CARRO QUE EU USAVA ATÉ O MEU SER DEVOLVIDO.” PeraÍ!!!! Quem me garante que meu carro não foi engatilhado apenas para o você-sabe-quem entregar o carro que já foi vendido?!?!?!

Pára tudo sim! PÁRA AGORA! “VOCÊS QUEREM O CARRO? ENTÃO CHAMEM A POLÍCIA!” (Não se preocupem! Não gritei, até porque estou rouquíssima). Acho que minhas palavras foram mais convincentes do que as do funcionário exigindo que eu devolvesse o carro vendido.

Liguei novamente pro meu irmão, que chegou à Renault, e conversou com o encarregado, mas eles, na verdade simples funcionários, não poderiam decidir nada, sabíamos disso.

Sendo assim, disse a eles que estava indo embora, pegar a nota de entrega do meu carro onde assinalava o arranhão e sua causa (a qual o encarregado negou ter conhecimento), e iria até o DP registrar o segundo B.O. contra a Porto Renault. Dito e feito.

Depois de fazer o B.O. pensei: Por que o SAC Renault não me ligou antes para avisar que a peça chegara? Eles me ligaram dia 04.01.2011 para informar a PREVISÃO de entrega do carro, mas, como o atendente Daniel, que é o encarregado do MEU ATENDIMENTO PERSONALIZADO, me ligou na terça, deveria ter me ligado na quinta ou na sexta, como sempre faz e disse que faria (ME LIGARIA A CADA 48 OU 72 HORAS). Se ele não ligou porque não tinha nada de novo pra me falar, eu entendo, mas eu imagino que, se ele ligou SÓ pra me dar a PREVISÃO DA ENTREGA, pois sabem que eu não estou nada satisfeita, acredito que eles se sentiriam aliviados por me dar essa notícia mais concreta, NÃO?!?!

E se eu ligar e o Sr. Daniel me informar que a peça NÃO CHEGOU????

Liguei para o SAC Renault, mas já era mais de 15 horas lá, e agora só segunda feira.
Decidi ligar para o SAC Renault às 6 horas da manhã de segunda feira, para perguntar ao Sr. Daniel qual a situação da peça. Hoje ainda é domingo, mas só postarei este texto amanhã, depois dos próximos capítulos...

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O Atendimento Personalizado da Renault

Comprei um carro Clio 2010/2011 na Porto Renault, no dia 29/09/2010. Em 19/12/2010 o mesmo apresentou falha nos freios, tendo o veículo colidido com um poste, no momento de estacionar, arranhando o pára choque traseiro. Ainda bem que estava estacionando, e não dirigindo nas ruas de Manaus.

No dia 20/12/2010 deixei meu carro na Concessionária, sendo informada pelo funcionário que o veiculo apresentou um defeito de fábrica, e a peça a ser trocada só deveria chegar após um período de cinco a oito dias, o que me daria direito a receber um carro reserva, até os reparos necessários em meu carro serem concluídos.

Após as informações do funcionário, liguei para o SAC Renault, onde a atendente informou-me que averiguaria minhas informações junto à Concessionária, e depois me ligaria para resolver meu problema, dando-me um número de Protocolo. Após uma hora e meia esperando uma resposta que não veio, resolvi ir pessoalmente à concessionária, exigir o carro reserva a que eu tinha direito, onde o gerente do show room argumentou que “um carro, após noventa dias, poderia quebrar”, ao que eu repliquei que o funcionário já me explicara que o defeito era de fábrica, e não um problema qualquer, e que, mesmo um problema qualquer seria inadmissível em um carro novo.

Depois de minhas explicações, o gerente cedeu-me um carro bem inferior ao que eu comprei, e bastante usado, solicitando-me que no dia seguinte contatasse o SAC Renault para resolver meu problema, o que fiz, sendo informada pelo atendente que eles ainda estavam resolvendo com a Concessionária, e eu deveria aguardar que eles me ligariam. Tal retorno ainda não aconteceu, e quando ligo para o SAC Renault, o atendimento personalizado repete a mesma conversa.

Em 22/12/2010 o SAC Renault ligou para minha residência, no horário comercial, falando com meu irmão, mas a ligação estava péssima. Assim que meu irmão informou-me, retornei a ligação, mas o atendente disse-me que efetuara seis ligações para minha residência e não fora atendido, o que seria impossível, pois minha mãe está em casa, adoentada e acamada, e sempre há vários filhos com ela, e o telefone sempre é atendido. Ademais, o SAC Renault tem os números de meus celulares, assim como a concessionária.

Além de me sentir lesada por ter comprado um carro novo à vista, e não poder usufruir o bem adquirido, informei aos funcionários que receberam meu carro que minha mãe está doente, em decorrência de um Acidente Vascular Cerebral, o que é mais um motivo para eu pedir urgência na solução do meu problema. Apesar de tudo isso, não recebi nenhuma ligação do SAC Renault, e continuo com um carro bem aquém do que eu paguei.

O interessante é que, toda vez que ligo para a Renault, eles falam em “atendimento personalizado”, mas se após uma semana não me ligaram nem para me desejar Feliz Natal, fico imaginando se esse não seria o “atendimento Zé ruelizado”.

Ontem fui ao DP e registrei um B.O, pois não abrirei mão do meu direito, e quero documentar tudo o que for necessário para que meu direito seja respeitado, como os recibos dos táxis que eu tive que pegar no dia que deixei meu carro na Concessionária.

Hoje, 28/12/10, enfim a Renault me ligou, informando-me que a previsão para a peça chegar é 10/01/11, e que eles sabiam que a Concessionária já me dera um carro, ao que eu respondi que, além do carro não corresponder ao carro que eu comprei, a minha insatisfação com a Renault era grande. Depois de, de algumas horas, o funcionário da Porto Renault ligou perguntando se eu já resolvera meu problema e se já recebera meu carro reserva, pois o gerente “estava precisando do veiculo que me cedera”. Parece que a Renault do Brasil e a Porto Renault não falam o mesmo idioma.

É inadmissível um veiculo novo apresentar defeito tão grave, que poderia ter resultado em acidentes, inclusive fatal. Por enquanto, apenas solicitei um carro reserva de acordo com o carro que eu comprei, assim como a reparação dos danos materiais causados pelo problema oriundo.
A novela, tenho certeza, ainda não acabou...

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Caminhos


Ontem, recebi a triste noticia de que um colega de trabalho fora assassinado, muito provavelmente por dívida de drogas. Ele era um rapaz tranquilo, falante, prestativo; parecia-me também ser bom pai e bom marido.
O Cris era agente de saúde na comunidade do Livramento, localidade a 20 minutos de “voadeira” da Marina do Davi, para onde eu fui durante um ano, enquanto minha UBS era reformada.
Às vezes, ele exercia a função de piloto do barco que nos transportava, e quando voltávamos, sempre oferecia: “Doutora, a senhora quer comprar verdura fresquinha e barata?”, e lá íamos nós todos do barco comprar um pé de alface imenso e vistoso a um real, entre outras.
Algumas vezes ele sentou para conversar comigo, e me contou de seu drama, pedindo conselho. Eu podia perceber nele a vontade de parar, mas não a força espiritual para isso, infelizmente. Dizia – lhe que seria muito difícil conseguir sozinho, que precisava de ajuda, e que procurasse essa ajuda mais efetiva do que apenas conselhos, e ele dizia que o faria.
Quando eu saí do Livramento, já no CEO, o Cris me achou lá, e continuamos nossas poucas conversas sobre o assunto, eu sempre lhe dizendo que procurasse ajuda, que era muito difícil sozinho, pois o mal está sempre à espreita, e ele ainda não tinha a força espiritual suficiente para combater.
Ao receber a noticia da passagem do Cris, lembrei do nosso próprio drama familiar. Tivemos um irmão que enveredou pelo mundo do álcool e drogas. O sofrimento familiar durou mais de trinta anos, até ele morrer em decorrência das complicações que as drogas lícitas e ilícitas causaram: cirrose hepática, falência renal, entre outras. Ele nunca quis se tratar, e o drama ia muito além do que eu poderia expor aqui, sem magoar outras pessoas.
Eu nunca usei drogas lícitas ou ilícitas, e quando alguém me fala em liberação de qualquer delas, sempre cito o que ouvi de alguém que tenta se recuperar: “Não há como saber quem se tornará dependente ou não; só depois de usar; varia de pessoa para pessoa”, então eu sou contra, e para aqueles que argumentam a favor, eu cito as experiências familiares que tivemos.
Quando vejo qualquer reportagem sobre o assunto, chamo meu filho para assistir comigo, e reforço tudo o que digo para ele todos os dias: “Homem é aquele que tem postura, é correto, faz o bem, ajuda o necessitado. Respeita as diferenças. Isso é ser homem. Fumar ou beber não faz de ninguém homem. Se um amigo seu falar algo assim para você, ele não é seu amigo!”, e por aí vai a ladainha da água mole em pedra dura. Quando vemos um acidente, o mesmo papo: “Olha, filho, provavelmente foi droga, lícita ou ilícita, mas droga!”. É o que eu posso fazer por ele, conversar e conversar e conversar, sempre. Ele me ouve, e pergunta, e eu respondo tirando suas dúvidas, pois a desinformação é muita.
Lembro quando o Kahlil, aos oito anos, encontrou um preservativo em minha bolsa e disse “Mãe, eu não tenho AIDS!”, eu perguntei “Filho, por que você está dizendo isso?”, ele “Porque camisinha cura AIDS!”, aí, eu parei e fui explicar para ele, dentro do entendimento de uma criança de oito anos.
Como disse, é o que posso fazer por ele, conversar, porque viver, é ele que terá que viver; ninguém vive a vida de ninguém. Cada um tem que passar por sua própria experiência e achar seu próprio caminho. Às vezes damos umas dicas, mas quem escolhe, mesmo, é quem vai caminhar.
O Cris escolheu um caminho difícil para caminhar, e não conseguiu retornar. Peço a Deus que cuidem bem dele, o ajudem, amparem, auxiliem, guiem, orientem...Sempre... Que assim seja...

sábado, 6 de novembro de 2010

"Ela é adulta!"


Estava eu recebendo no consultório, minha paciente Maria Eduarda, de 6 anos, e ela mostrava-me sua mochila em forma de boneca com cheirinho de morango; na mochila, a pequena paciente trazia sua escova de dentes e seu creme dental para me mostrar.
A boneca-mochila de Maria Eduarda realmente era muito bonita, e eu falei:
_ Que linda, Eduarda! Você ganhou de sua mãe?
_ Não. Eu ganhei da minha amiga. Ela que fez esta boneca.
E a pobre Odontopediatra, esquecendo que uma menina como a Eduarda já tem um vasto vocabulário, perguntou:
_ A sua amiga, Eduarda... ela é grande como eu?
E Eduarda, me olhando com seus olhinhos puros, do alto de seus 6 anos bem vividos e bem falados, respondeu, demonstrando saber bem o que eu queria dizer:
_ Ela é adulta.

sábado, 13 de março de 2010

NOSSA Amazônia!!!

ESSA CALOU OS AMERICANOS.!!!
SHOW DO MINISTRO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO NOS ESTADOS UNIDOS

Essa merece ser lida, afinal não é todo dia que um brasileiro dá um esculacho educadíssimo nos americanos!

Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos,o ex-governador do DF, ex-ministro da educação e atual senador CRISTÓVAM BUARQUE, foi questionado
sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia.

O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um brasileiro.

Esta foi a resposta do Sr.Cristóvam Buarque:

"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.

"Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.

"Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro.O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia
para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou
diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço."

"Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser
internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país.
Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

"Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França.
Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e instruído pelo gosto de um proprietário
ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês,decidiu enterrar com ele, um quadro de
um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.

"Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York,
como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.

"Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas
mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maiores do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.

"Defendo a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola.
Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro.

"Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo.
Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia
seja nossa. Só nossa!




DIZEM QUE ESTA MATÉRIA NÃO FOI PUBLICADA, POR RAZÕES ÓBVIAS. AJUDE A
DIVULGÁ-LA, SE POSSÍVEL FAÇA TRADUÇÃO PARA OUTRAS LÍNGUAS QUE DOMINAR.