Publicada em http://www.portalamazonia.com.br/editoria/cidades/simposio-na-uea-debate-fluoretacao-de-agua-em-manaus/
A água fluoretada está entre as dez conquistas de saúde pública do último século.
Portal Amazônia com informações de Anna Louzada
MANAUS - Manaus poderá contar com água fluoretada em 2012. A confirmação veio da empresa Água do Amazonas, durante Simpósio na Universidade Estadual do Amazonas (UEA), realizado nesta quinta-feira (24). O evento, realizado no auditório da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESA) objetivou debater a adição de flúor às águas de abastecimento da capital.
O encontro contou com a participação do Coordenador de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, Gilberto Pucca, do Professor Jaime Aparecido Cury (Unicamp), um dos maiores especialistas do estudo do flúor no Brasil. Também participaram do Seminário, o Diretor da Empresa Águas do Amazonas, Arlindo Silva, além de representantes da Secretaria Municipal de Saúde, Conselho Regional de Odontologia-AM, Sindicato dos dentistas, Professores e odontólogos.
De acordo com Gilberto Pucca, a fluoretação das águas é um dos componentes da Política Nacional de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, uma recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS). Ele explicou que a fluoretação foi considerada umas das dez medidas mais importantes do Século Vinte nos EUA. Ele disse ainda que Brasil tem o segundo maior sistema de fluoretação das águas de abastecimento público. A cada dia, 15 mil novas pessoas passam a receber água fluoretada no País.
Apesar do custo extremamente baixo – em SP gastou-se R$ 0,08 por pessoa em 2003 – a Região Norte ainda conta com poucas cidades com esse benefício. No Brasil, a população com acesso à água fluoretada, em 2003, era de 53%, já em 2009 pulou para 65%.A ausência de saúde bucal está ligada às doenças crônicas e pode causar doenças crônicas, como o infarto, por exemplo.
De acordo com Pucca, após a implantação do sistema, os resultados aparecem rapidamente. Em 2003, apenas 31% de crianças brasileiras com 12 anos estavam livres de cárie, já em 2010 o índice elevou-se para 44%. Para o especialista, nada justifica que uma cidade não tenha água fluoretada. “O acesso à água tratada salva vidas de crianças. A mágica da saúde bucal é além de cloro, ter flúor na água”, explicou.
O Professor Jaime Cury disse que água fluoretada ingerida regularmente na concentração ótima, garante a manutenção de uma concentração de fluoreto na cavidade bucal, capaz de interferir no processo de cárie. “Este beneficio não é apenas se a água for ingerida. Também no preparo de alimentos, o flúor pode ser absorvido.
O único efeito colateral sistêmico da ingestão de água fluoretada na concentração ótima é a fluorose dental, cuja alteração na estética dental não compromete a qualidade de vida e não muda a qualidade de vida das pessoas.
A água fluoretada está entre as dez conquistas se saúde pública do último século. O principal meio de usar o flúor é o coletivo, ou seja, através da água fluoretada. O flúor não se concentra em tecidos moles, apenas onde há cálcio (ossos). O excesso de flúor nos ossos poderia causar a fluorose óssea, mas isso só aconteceria se uma pessoa tomasse água fluoretada na concentração ótima por 265 anos.
De acordo com Arlindo Silva, Engenheiro da Água do Amazonas, a empresa está trabalhando para que a fluoretação seja uma realidade em Manaus, já a partir do primeiro semestre de 2012. Segundo ele, a adição na água não vai onerar a conta para o consumidor. Desde 2004, o Ministério da Saúde conta com uma linha de financiamento para a aquisição de equipamentos para o processo de fluoretação.
No final do Simpósio foi acordada a elaboração de um documento sobre as questões tratadas e acordadas durante o evento.
domingo, 27 de novembro de 2011
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Sou Dentista
Nunca quis ser médica. Tive muitas experiências ruins desde os sete anos de idade, com a Medicina, e talvez por isso nunca tenha me interessado tal profissão. Queria mesmo era ser Advogada, e todos que me conhecem dizem que levo muito jeito pra coisa, porque sempre estou falando no Direito.
Aconteceu que, no ultimo ano de ETFAM, minha irmã Dentista precisou de ajuda em seu Consultório, pois sua barriga de grávida já não permitia-lhe muitos movimentos; e lá fui eu ajudá-la. Acabei gostando da Odontologia, aquela coisa de chegar um paciente chorando de dor e medo de dentista, e depois de dormir na cadeira, sair feliz e sem dor. Achei legal isso de tirar a dor de alguém, mas menos com Medicina, tá?
Dizem que todo Dentista é um Médico frustrado, eu não; no máximo seria uma Advogada frustrada, se acreditasse em frustração. Confesso que já tive vontade de fazer Direito, mas acho que estou bem na Odontologia, ou melhor, na Odontopediatria.
Outro dia contei essa história enquanto atendia um paciente especial, e a mãe da criança falou “Se a senhora não fosse dentista, quem iria atender meu filho assim?”.
Então tá, NE? =D
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Socorro!!! É o SkyLab!!!
Com o advento de um novo satélite caindo na Terra, lembrei de uma historia que aconteceu na nossa infância.
No final dos anos 70, quando apenas engatinhávamos (rsrs), correu a noticia de que o satélite SkyLab cairia no Brasil, e mais precisamente na Região Norte.
No fatídico dia marcado para o satélite cair, nossa mãe, que nunca fez distinção entre os sexos para nos delegar tarefas, determinou que meu irmão mais novo fosse limpar o chão da cozinha, enquanto eu arrumava os quartos.
Meu outro irmão (não citarei o nome porque ele sempre negou que eu presenciei o fato) varria a varanda de casa quando o barulho de uma explosão assustou todos nós.
Não sabíamos o que era, mas meu irmão, muito religioso, gritava sem parar:
_ Jesus, me salva! É o SkyLab!
Enquanto nós procurávamos abrigo, com medo do SkyLab, nossa mãe, percebendo o que realmente tinha ocorrido, correu para a cozinha, preocupada com meu outro irmão que deveria estar lá, limpando o chão (a sorte que ele não estava).
O estrondo terrível, que fez meu irmão rapidamente lembrar-se de pedir que Jesus o salvasse, foi apenas a panela de pressão que explodiu.
Nesse dia não comemos feijão, mas as lembranças e gozações com o meu irmão duram até hoje!
No final dos anos 70, quando apenas engatinhávamos (rsrs), correu a noticia de que o satélite SkyLab cairia no Brasil, e mais precisamente na Região Norte.
No fatídico dia marcado para o satélite cair, nossa mãe, que nunca fez distinção entre os sexos para nos delegar tarefas, determinou que meu irmão mais novo fosse limpar o chão da cozinha, enquanto eu arrumava os quartos.
Meu outro irmão (não citarei o nome porque ele sempre negou que eu presenciei o fato) varria a varanda de casa quando o barulho de uma explosão assustou todos nós.
Não sabíamos o que era, mas meu irmão, muito religioso, gritava sem parar:
_ Jesus, me salva! É o SkyLab!
Enquanto nós procurávamos abrigo, com medo do SkyLab, nossa mãe, percebendo o que realmente tinha ocorrido, correu para a cozinha, preocupada com meu outro irmão que deveria estar lá, limpando o chão (a sorte que ele não estava).
O estrondo terrível, que fez meu irmão rapidamente lembrar-se de pedir que Jesus o salvasse, foi apenas a panela de pressão que explodiu.
Nesse dia não comemos feijão, mas as lembranças e gozações com o meu irmão duram até hoje!
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
GATO TEMERÁRIO (só pode!)
Chegava eu na casa dos meus pais, como faço todas as manhãs, quando me deparo com a terrível cena:
Um gato preso ao portão, querendo entrar no território do N.* (dog alemão do meu pai), que latia freneticamente à esperar que o incauto gatinho caísse em seus domínios.
Saí correndo do carro, aos gritos para que alguém ajudasse, segurei com dificuldade o animal, e depois de muito “pelejar” com o gato e brigar com o cão, consegui, junto com a dona Terezinha, tirar o temerário bichano do portão.
O gato, talvez voltando ao seu juízo normal, correu a abrigar-se debaixo do meu carro,
enquanto que o N.* ficou a latir do outro lado do portão, provavelmente aborrecido comigo.
N.*: nome omitido por:
1. Questões de segurança;
2. Ser o nome/apelido de um famoso político do Amazonas.
Um gato preso ao portão, querendo entrar no território do N.* (dog alemão do meu pai), que latia freneticamente à esperar que o incauto gatinho caísse em seus domínios.
Saí correndo do carro, aos gritos para que alguém ajudasse, segurei com dificuldade o animal, e depois de muito “pelejar” com o gato e brigar com o cão, consegui, junto com a dona Terezinha, tirar o temerário bichano do portão.
O gato, talvez voltando ao seu juízo normal, correu a abrigar-se debaixo do meu carro,
enquanto que o N.* ficou a latir do outro lado do portão, provavelmente aborrecido comigo.
N.*: nome omitido por:
1. Questões de segurança;
2. Ser o nome/apelido de um famoso político do Amazonas.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Motorista Educado.
Quem foi que disse que Manaus não tem motorista educado?!?
O motorista Walter Afonso, da linha 416(Renato Souza Pinto II) teve uma festa surpresa de aniversário, organizada pelos passageiros que pegam seu ônibus todos os dias.
Na opinião dos passageiros, Walter é uma pessoa carismática, além de educado e atencioso, o que faz com que os passageiros sintam-se à vontade e tranquilos no seu veículo.
Que o exemplo desse motorista, que demonstra gostar do que faz (dirigir ônibus e lidar com seres humanos) possa ser seguido por outros, em Manaus.
O motorista Walter Afonso, da linha 416(Renato Souza Pinto II) teve uma festa surpresa de aniversário, organizada pelos passageiros que pegam seu ônibus todos os dias.
Na opinião dos passageiros, Walter é uma pessoa carismática, além de educado e atencioso, o que faz com que os passageiros sintam-se à vontade e tranquilos no seu veículo.
Que o exemplo desse motorista, que demonstra gostar do que faz (dirigir ônibus e lidar com seres humanos) possa ser seguido por outros, em Manaus.
sábado, 23 de julho de 2011
quarta-feira, 13 de julho de 2011
A Fluoretação das águas de abastecimento no Brasil
Em Outubro de 2003, a cidade de Baixo Guandu (ES) comemorou meio século de fluoretação de suas águas de abastecimento. Foi a primeira cidade no Brasil a ter suas águas tratadas com o flúor para a prevenção da cárie, sendo seguida por Marilia – SP, e depois pelo Rio Grande do Sul.
No inicio do século XX, os estudos sobre a relação flúor – cárie mostraram que esse novo artifício de prevenção seria um “divisor das águas”, pois a cárie sempre foi, juntamente com o resfriado comum, a doença que mais afeta a humanidade, atingindo, indistintamente, sexo, idade, raça e condição social.
O primeiro pais a ter sua água fluoretada foi os EUA, em 1945, logo depois a Suécia e Alemanha Ocidental em 1952, e o Brasil em 1953. A fluoretação foi recomendada pela ADA em 1950, e pela OMS em 1969.
No Brasil, a Lei Federal nº 6.050 (24.05.74), regulamentada pelo Decreto nº 76.872 (22.12.75), determina os parâmetros para a fluoretação das águas de abastecimento. No art. 3º do referido decreto lê – se que “compete ao órgão responsável pelo sistema publico de abastecimento (...) o projeto, instalação, operação e manutenção dos sistemas de fluoretação...”.
Ainda como argumento, podemos citar o parecer técnico do Ministério da Saúde, sobre a fluoretação: “... ratifica – se o entendimento segundo o qual não fluoretar a água no Brasil ou interromper sua continuidade deve ser considerado uma atitude juridicamente ilegal, cientificamente insustentável e socialmente injusta”.
O Brasil foi um dos primeiros paises a efetivar a fluoretação das águas para combater a cárie, mas poucas cidades, até os dias de hoje, podem copiar o exemplo da cidade de Baixo Guandu, quer seja por iniciativa das empresas que abastecem as cidades, ou pelo interesse de nossos representantes em fazer cumprir uma lei federal.
Anna Borges Louzada
Odontopediatra
CRO-Am 1192.
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